Após o almoço dirigimo-nos à CASA MUSEU TEIXEIRA LOPES, onde nos encontrámos com a formadora Ângela Almeida. Nesta visita vi coisas importantes como peças decorativas, figuras de presépio, marfins, bronzes, porcelanas brancas, mobiliário holandês e Italiano e além disso também cerâmicas das Índias, das Caldas da Rainha e de Estremoz.
Também tive conhecimento que este escultor era filho de pais com naturalidade trasmontana.
Teixeira Lopes nasceu em Gaia em mil oitocentos e sessenta e seis e estudou escultura até aos dezoito anos. Resolveu aprofundar a sua arte e foi estudar para Paris onde se tornou uma figura com grandes conhecimentos a nível nacional e internacional.
Mais tarde apaixonou-se e casou, no mesmo dia do casamento à noite levou uma grande desilusão ao descobrir que a sua esposa o tinha traído e não era virgem, como era uma figura de bons princípios morais deixou a sua esposa dormir aquela noite em sua casa e no dia seguinte devolveu-a à família.
Teixeira Lopes nunca mais arranjou mulher para casar e viveu sempre para a sua arte e amigos, fazia muitas festas em sua casa era uma pessoa muito bondosa adorava crianças. Sempre que via uma mãe com o filho ao colo solicitava autorização para desenhar a criança e enquanto a mãe era alimentada na sua cozinha.
Dado o seu bom relacionamento com artistas da mesma época, foi-me possível observar no seu atelier algumas esculturas de nomes conhecidos como o Bordalo Pinheiro entre outros.
Disse-nos a guia que aproximadamente há trinta anos apareceu um senhor velhinho de muletas no Museu de Teixeira Lopes que admirou bastante uma escultura em particular. O olhar deste senhor era tão entristecedor que não passou despercebido a quem o estava a admirar, a curiosidade da guia levou a perguntar-lhe o que ele queria, ao que o senhor respondeu que estava tudo bem e que não queria nada só estava a olhar para a escultura pois eram todas especiais mas aquela em particular era mais especial pois tratava-se dele próprio, recordando-se assim quando ele era pequenino.
Teixeira Lopes estava muito doente com a zona e doou a sua fortuna a Câmara Municipal de Gaia e faleceu em mil novecentos e quarenta e dois, na terra natal de seus pais em Alijo Trás-os-montes deixando as suas obras para a história.

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